O que esperar de um charuto cujo capote e miolo são um mistério guardado pelo fabricante? Será isso algo positivo ou apenas uma jogada de marketing da empresa? Pois bem, quem degustar saberá!
Fundada em 2013, Caldwell se propôs desde o início a fazer algo diferente ao mercado tradicional, não apenas com relação ao produto mas o grafismo e a ausência de marcas tão evidentes permitiram esta experiência ao cliente.
“Produzir algo diferente” com tabacos pouco comuns plantados em nossas fazendas. Com esta ambição a marca tem crescido no cenário mundial e despertado a curiosidade do cliente que procura por novas experiências.
A linha SAVAGES, com sua bela capa Habano Equador, é produzida em 4 bitolas e promete um tabaco encorpado e picante, envolvido pelo retrogosto macio de uma fumaça cremosa tornando este charuto ideal para uma pausa ao longo do dia, seja para relaxar ou então para simplesmente fugir da rotina.
A oportunidade de degustar esta anilha, me fez lembrar das “degustações às cegas” onde cada tiro leva à busca de aromas e sabores para identificar as folhas que o compõem. Pessoalmente, gosto muito destas experiências por me manter focado no tabaco o que enriquece cada ‘bucanada’.
Cada sorvido selvagem apresenta alguma lembrança que, inicialmente, gerou certa confusão ou dúvida – não sobre o charuto mas sua composição.
Os sabores estavam todos bem equilibrados em cada terço. As percepções mudavam de acordo com a queima, como se cada anel de fumaça tivesse características próprias, sem falar que a escolha das bebidas fez toda a diferença ao longo da fumada.
Sempre gostei de harmonizar bebidas turfadas com charutos que tenham doçura e mais uma vez, funcionou perfeitamente. Outra bebida de casou muito bem foi o vinho do porto (normalmente funciona) que, com sua riqueza de aromas melhorou ainda mais a experiência.
Após estudar um pouco sobre a marca e ter o prazer de conhecer este charuto que agracia os membros do CLUB posso afirmar que é um verdadeiro CALDWELL.
Boas Baforadas.
Luis Henrique Roman – CigarSommelier
CAO é uma marca que nos leva a uma visita ao redor do mundo, principalmente pela diversidade dos tabacos utilizados em seus charutos.
Este exótico toro – 6’x60 – leva em seu enchimento, folhas raras de Ica Mazinga colombiana, uma semente cultivada exclusivamente na Colômbia de queima leve e fácil, uma raridade de encontrar no mercado de tabacos, isso porque é cultivada em uma região montanhosa isolada.
Seu blend apresenta um sabor de nozes, café e um toque salgado, fazendo uma harmonização incrível com um belo vinho do porto ou, para os amantes de café, o latte também fica perfeito.
O sucesso deste charuto se dá pela forma como o tabaco colombiano foi completado por um toque de mata fina brasileiro com uma rica folha de Camarões. Este exemplar é realmente uma grata surpresa aos aficionados.
Boas Baforadas.
Luis Henrique Roman – CigarSommelier




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